sexta-feira, 17 de abril de 2026

A vida perdeu a cor e eu perdi o brilho.

Doze anos se passaram após o falecimento do meu pai, e com eles cada dia que se passa, eu também morro ano após ano, não me casei, e nem sei se quero mais... Há 12 anos minha cabeça era cheia de sonhos, hoje não consigo mais visualizá-los, tudo perdeu o sentido. Cada ano que passa, eu me entristeço um pouco mais, a minha alma está morrendo, já não sinto mais gosto por nada, perdi meu pai, minha casa, minha vida e agora meu emprego. É interessante porque quando meu pai estava vivo, a gente vivia brigando, mas eu sempre tinha o prazer de fazer as pazes e poder voltar pra casa... a noite passada eu sonhei com ele, nem me lembrava, fui lembrar agora, às 4h22 da manhã do dia 17/04/26, me desabo em lágrimas neste momento, lágrimas intensas de dor, mágoa, angústia, sempre que eu estou em perigo ele vem nos meu sonhos. Pai, porque você me deixou aqui sozinha? Queria tanto ir ao seu encontro... acho que hoje o meu maior sonho é reencontrar meus pais, eu não consigo aceitar, não consigo, e acho que Deus me pune por isso, mas ele não me ensinou a viver neste mundo maldito. As correções de Deus deixam cicatrizes incuráveis, abalam tanto o nosso sistema emocional, que eu me tornei uma pessoa amarga, triste e dolorida. Se eu pudesse, não comeria mais, não veria mais ninguém, não sairia na rua e viveria apenas trancada no meu lar, sem qualquer acesso ao mundo exterior... Eu já não consigo mais tolerar, estou perdendo a habilidade de viver em sociedade. Ontem aconteceu uma coisa que me feriu a alma... Eu estou desempregada, às coisas estão faltando em casa, acabou arroz, sal, manteiga..., tudo! E minha irmã tinha combinado de ir ao mercado comigo, eu moro em uma cidade esquecida até por Deus: Núcleo Bandeirante. E eu contava com isso para suprir o básico em casa, mas como sempre, minha irmã mudou de planos, foi sem mim e jogou minha sorte para o universo, não é ela que vai dormir com fome, não será ela quem vai acordar sem o café ☕️ da manhã e tampouco será ela que irá comer tapioca sem sal e sem manteiga no almoço. Meu irmão mais novo me odeia, nunca fica do meu lado, e quando me ajuda é com o mínimo, nada além, faz por piedade, não por vontade ou por amor. E se me perguntarem, não sei explicar o porquê de tanto ódio. Então eu vivo só, ninguém, absolutamente ninguém vem à minha casa, ela vive triste e eu vivo sozinha, é como se eu tivesse sido a pior pessoa do mundo, que sempre tivesse feito o mal para as pessoas e nunca foi assim, eu sempre fiz o mal para mim. Mas o pior de mim, é achar que as pessoas fariam por mim o que eu faria por elas, e quando do isso não acontece, para mim é como morrer... Para mim, família é em primeiro lugar, eu jamais deixaria alguém da minha família dormir com fome, eu jamais jogaria a sorte dela para o universo, mas eu vou mudar minha forma de pensar, a gente vai se moldando a cada novo renascimento,a cada dor, a cada lágrima que cai. Eu sou uma fênix, sou o símbolo do renascimento, todos os dias é um recomeço,e nesses dias de miséria eu só preciso me moldar. E eu só peço a Deus duas coisas: ou muda a minha história e me faz uma pessoa independente, ou me leva para sempre deste mundo, porque eu não sinto mais prazer em viver.... É muito triste você vir a vida das pessoas acontecendo e a sua simplesmente parada no tempo, onde nada mais acontece. Quer dizer, acontecem sim, uma coisa ruim atrás da outra, que me dão desespero e tiram a minha paz interior...

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